O McDonald´s está mais saudável? ou Não culpe o fast food, vá educar seu filho

 

Fast food. Muitos irão me questionar por conta deste post, então esclareço. Não, não ganhei nada para escrever. Sim, minha família come no McDonald às vezes, (gostamos das saladas, dos nuggets e dos brindes) assim como comemos em outros fast foods, em outros bons restaurantes e, na maioria das vezes, em casa. Sou contra propaganda abusiva e tenho consciência do poder delas sobre as crianças.Sou a favor de uma interferência da sociedade.

A minha opinião, como tudo na vida, pode estar certa ou não…

Dito isso, acho que sim, o McDonald´s está mais saudável.  Pelo menos do ponto de vista nutricional.

Antes de entrar na burrice generalizada de dizer que nenhum fast food é saudável sem nem mesmo saber o conceito do que é saudável, entenda: pães, queijos, carnes e legumes são nutritivos. Esses são os principais ingredientes dos sanduíches em lanchonetes. Junto com os benefícios desses alimentos, há o excesso de gordura e sódio.

O que o McDonalds fez? O Mc Lanche Feliz ganhou a opção de frutas na sobremesa e sua McFritas teve as calorias reduzidas. O McNuggets, o queijo, os pães e o ketchup tiveram o sódio reduzido. O suco de fruta tem menos 40% de açúcar.  Tudo isso significa sim comida mais saudável. Ou menos pior. Aí já é aquela história do copo meio vazio ou meio cheio que o Chico falou…

A atitude não é novidade. Muitas redes de fast foods estão mudando o seu cardápio, diminuindo os excessos e oferecendo opções mais saudáveis como a Subway e o Giraffas. Assim como os fabricantes de comida industrializada – vide alguns salgadinhos que agora são assados.

JÁ PODEMOS ENTÃO COMER COM NOSSOS FILHOS NAS PRAÇAS DE ALIMENTAÇÃO TODOS OS DIAS?

NÃO!

Aliás, nenhum restaurante merece sua presença todos os dias já que a variedade é uma das leis da alimentação saudável. E você não iria oferecer um pão com hámburguer de segunda a domingo para uma criança, certo?

A grande questão é: de quem é a responsabilidade sobre a alimentação do seu filho? Sua!

Não dos fast foods, não dos publicitários, não das propagandas. Eles, assim como o crucificado Mc, estão fazendo a parte deles que é vender, fazer um bom marketing e propagandas sedutoras – que devem sim ser regulamentadas para não ficar excessivas ou enganosas.

Sabe qual é a sua parte? Educar seu filho, ensiná-lo a comer corretamente. Negociar a batata frita, trocar o sorvete pela fruta, proibir o refrigerante. Mostrar outras opções que existem em uma praça de alimentação.

É muito fácil chegar em um fast food e simplesmente fazer todas as vontades da criança. Quem decretou que ali ela manda? A preguiça de educar? Em casa ela pede refrigerante e você dá?

Ou será que essa é mais uma forma de terceirizar a educação da criança, assim como muitos pais fazem com as escolas, com as babás, com os terapeutas, com os motoristas?

Fast foods sempre existiram e sempre vão existir, assim como as comidas industrializadas. Proibir só vai deixá-los mais atraentes. O caminho é negociar e explicar. Dar opções. Talvez comprar apenas o brinde – e a criança vai comer arroz e feijão feliz em casa.

Ou então, vá ao Mc, deixe-a comer o que quiser e assuma a responsabilidade. Não jogue a culpa no fast food. Não seja hipócrita.

 

beijos

Mônica

 

34 Comments

  1. Acabei de conhecer o site e estou adorando. Parabéns pelo post, me fez refletir mais ainda sobre o tema.

    Sou meio xiita em relação a alimentação do meu filho, mas vejo que o meu radicalismo me desgasta muito. Eu não bebo refrigerante há 2 anos e meu filho não sente falta, mas em uma festinha aqui e acolá e toma, então não dá pra surtar a cada deslize e nem impedi-lo de ser feliz.

    Concordo em gênero, número e grau quando você fala que a educação dos filhos é responsabilidade dos pais e que a propaganda infantil deve ser regulamentada.

    Parabéns pelo texto, pelo site e pelo seu posicionamento.

  2. Também acho q um pouquinho de junk-food e guloseimas na vida das crianças não faz mal algum. É até bom para que elas entendam a diferença e a importância de um equilíbrio. Até porque uma vida só de brócolis deve ser bem chata.
    Vou linkar o texto no FB da diiirce, tá? 😉
    Jokas da Mi

  3. Só um adendo, eu não levo o meu no MC nem em qualquer outro por que EU não gosto mesmo dessas lanchonetes e acho que os filhos (pelo menos até certa idade) vão onde os pais leval.
    E quando dá aquela vontadona de comer um lanche fora de casa vamos ao Big X Picanha que é todo fresquinho, carne e tomate e inclusive a batata mas na hora da bebida é cola-cola e pronto, eu gosto e ele gosta então nessas horas eu libero e pronto.
    Em casa, não tem.

  4. Monica, estou devorando o blog e adorando.
    Mas quanto a esse post eu tenho uma ressalva, qual é a de levar em fast food e ficar controlando?
    Vamos combinar, se é pra não deixar comer essas coisas, não leve a criança nesses tipos de lugares oras, afinal não há necessidade, certo?
    Agora se levou? Meu desencana e deixa comer a batata frita, tomar a coca, comer o lanche “babado” e ser feliz.
    O meu ponto é esse, se nãoq uer que coma, não leve, se levar, libera e sem culpa.
    Bjcas

  5. Fantástico artigo! Não ingerir calorias na bebida é um dos princípios que também sigo, porque além de engordar, as bebidas açucaradas contribuem para o aparecimento de cáries. É importante educarmos os nossos filhos e sermos restritivos, porque mau pai é aquele que permite tudo aos filhos, e depois quando se dá conta das consequências em termos de saúde, por vezes é tarde de mais ou é muito complicado mudar hábitos muito vincados. Parabéns!

  6. Acho uma besteira ficarmos culpando o McDonalds e os Fast Food pela obesidade, a comida deles sempre foi gordurosa. O nosso dever é saber que esse tipo de comida não nos faz bem e evitar o excesso ou você acha que comer churrasco todo dia não faz mal? O corpo é nosso é nossa responsabilidade cuidar dele. O governo só está preocupado por que ‘não’ tem dinheiro suficiente para cuidar da obesidade, apesar dos impostos. O mesmo acontece com o cigarro ou será que alguém acha que o cigarro faz bem? E que ele não traz dinheiro aos cofres públicos? E que os impostos arrecadados se fossem distribuídos fossem usados corretamente em educação e saúde nós teriamos esse problemas? Faça a sua parte e se não gostar de fast food simplesmente não coma mas deixe aqueles que comer, o lanche gorduroso, cheio de colesterol e de tudo quanto é veneno mas é uma delícia e essa pessoa que cuide dela mesma.

  7. Os pais que tem o controle sobre seus filhos , não ao contrário, ipócritas quem culpam os fast food !
    Meu filho adora , mas super controlado, uma vez por mês e olhe lá e eu tbem gosto muito , não faz mal, o exagero faz mal, pais com preguisa de fazer uma alimentação saudável a seus filhos pela praticidade acabam levando muitas vezes ao fast food. e depois os culpam pela obesidade , hipertensão etc…
    aff….

    somos nõs os pais que temos que ter o controle sobre a alimetação de nossos filhos e a nossa tbem.

  8. Amei o post…também não sou hipócrita de dizer que não vou ao Mac, mas a última vez que meus filhos pediram pra ir tinha o brinde do Sherek ( faz tempo)…
    Eles tem hipercalciuria idiopática e sabem que o teor de sódio na alimentação deles tem de ser sempre bem baixo, então aprenderam desde muito pequenos a olhar os rotulos e escolher sempre o mais saudavel, é assim com o achocolatado( que agora tem sido trocado por café com leite por opção deles) com a gelatina, e com os lanches fora de casa.
    Meu filho prefere uma maçã a um pacote de Ruffles ( tem um no armário que eles ganharam em setembro do tio).
    Creio que o que eles veem em casa na hora da alimentação influencia mais do que o que se fala pra eles, e graças a Deus eles sempre comeram bem, e saudavel.

    Amei o Comer para Crescer

    Parabéns
    bjinhos Candi

  9. To amando toda essa discussão. É enriquecedor ver tantos pontos de vistas diferentes. Concordo com quase td o que falaram, mas também escolho o meio termo. Não é habito frequentarmos fast food, mas não acho que dá pra viver numa bolha, mesmo pq eu posso até não levá-lo ao MC, mas isso não quer dizer que ele acabe não comendo uma coisa ou outra industrializada nas festas dos amiguinhos. O melhor é mesmo a educação, e pra mim educação vem de casa.

  10. Mesmo com a responsabilidade dos pais, nao se pode simplesmente isentar a responsabilidade das corporaçoes, dos publicitarios e das propagandas, como se fossem intocáveis ou algo impossivel de mudar. Afinal elas nao deveriam competir de forma tao assimetrica com a educacao dos nossos filhos. Quanto a indicaçao do livro, citado no meu comentário anterior é realmente uma pena que nem todos possam ter acesso. No entanto, acho pelo menos que a leitura será bem util para aquelas que postam comentarios no blog.

  11. Mônica, o argumento do seu post é ótimo (e lógico): a responsabilidade é dos pais – sempre. Aqui em casa meus filhos seguem minha dieta, não o contrário. Já foram algumas poucas vezes ao MC, depois fui dando outras opções e hoje nem ligam mais (nem pelo brinquedo). Mas a questão tanto da propaganda quanto do alimento em si não pode ser desprezada. O lanche ficou mais do mesmo, com alguma perfumaria para se travestir de saudável. Se quisessem ser mesmo saudáveis, a maçã poderia ser em pedaços, mas teria casca, por exemplo. A batata não seria frita. Achar que o suco é natural nem comento…. Eu já tinha comentado isso em outro lugar, acho uma tentativa antiética do MC em parecer uma coisa que não é. E muita gente cai nessa, com o argumento de “É melhor que nada”, se contentando com tão pouco. É fast food e ponto. Não precisa dizer que é saudável, é desnecessário. Basta se assumir fast food e quem quiser ir e gostar desse tipo de comida que vá. Simples assim.

  12. Isso já diz tudo!!
    Sempre pensei a mesma coisa e sempre fui criticada. Amei esse post!

    A grande questão é: de quem é a responsabilidade sobre a alimentação do seu filho? Sua!

    Não dos fast foods, não dos publicitários, não das propagandas.

  13. concordo com cada palavra de Lia, mas enquanto o estado vai deixando a regulamentação da propaganda dirigida ao público infantil é cada um por si. felizmente as minhas abordagens estão sendo efetivas para garantir uma distância relativa entre a minha filha e o palhaço.
    abraços

  14. Querida Monica

    Corretíssimo o seu argumento. Se você me permite, eu queria acrescentar um problema: o da propaganda. Como se sabe, a repetição constante de slogans gera valor, que se agrega ao produto sem que essa correspondência seja necessariamente verdadeira ou fruto de reflexão racional. Ou seja: a propaganda cria uma imagem que não é o “real”, mas o “ideal”. Inventam-se necessidades, porque é disso que vive o capitalismo. Quem precisa realmente consumir produtos do McDonald’s? A nova safra de propagandas mostra que comer nessa lanchonete é mais do que matar a fome ou mesmo o desejo de comer algo gorduroso e salgado; é integrar o grupo de pessoas sofisticadas que conhece alimentação “saudável”. Gerou um valor que extrapola o produto. A última propaganda do McDonald’s que vi era exatamente isso. Nela, um rapaz opta por comer uma saladinha na lanchonete. Ele está sozinho – o que significa que a ideia de alimentação saudável ainda tem poucos adeptos. No entanto, duas moças se aproximam do mesmo balcão, e elas também optaram pela salada. No “body language” da propaganda, o rapaz percebe a afinidade e empurra sua bandeja para perto das moças, para mostrar a elas que ele também sabe o que é realmente importante na vida. A conotação sexual é óbvia. Pronto, está criada uma necessidade. A mensagem é: se você quer ser sofisticado e conquistar moças sofisticadas, peça uma saladinha no McDonald’s. Veja que a propaganda, a título de falar de alimentação saudável, na verdade está gerando outro tipo de valor, de caráter social. Isso se repete nas propagandas voltadas para o público infantil. Elas não focam o alimento em si, mas em sua potencialidade como “diversão”, que inclui até mesmo um brinquedo de verdade, os tais brindes que vêm com o McLanche Feliz (agora com maçã…). Nas propagandas desse produto, o sanduíche mal aparece; o destaque invariavelmente é dado ao brinquedo. Com o tempo, a criança identificará o McDonald’s como algo divertido – não se come o sanduíche porque ele é gostoso, mas porque ele faz parte de uma fantasia completa, criada pela propaganda. Mesmo os adultos, responsáveis por regular a vida das crianças, acreditam nisso.

    Isso significa que essas propagandas são “abusivas” e deveriam ser proibidas, como já aconteceu com a propaganda de cigarros? Não sei. O que sei é que a capacidade de exercer o livre arbítrio sobre comer ou não o trash food é substancialmente prejudicada pela criação de uma realidade paralela, em que comer o hambúrguer ruim do McDonald’s faz alguém dizer: “Amo muito tudo isso”. Note bem o slogan. “Amo” implica que o consumidor da propaganda repetirá mentalmente o slogan em primeira pessoa, como se ele, pessoalmente, amasse aquilo. Mas não basta “amar”, é preciso “amar muito”, com intensidade irrefletida. Por fim, o que se “ama muito”? “Tudo isso”. Ou seja, ama-se muito não uma ou outra eventual qualidade do McDonald’s, mas toda a ideia do McDonald’s, o que ele representa como estilo de vida.

    Dê graças a Deus que você consegue resistir a isso. Pouca gente consegue.

  15. Oi Monica,

    como sabes, o post é mais velho que esse de vcs, já tem umas duas semanas. Obviamente quando falei do Mclanche não tinha nada a ver com o Comer para Crescer, já que o post de vcs entrou hoje, na verdade o que me motivou foi outro blog que dizia ter sido convidado pra ir na inauguração do projeto de redução do sódio…mas falava genericamente, já estou nesse debate há mais de 6 meses. Posso te dizer de 8 blogs na mesma semana falando do mesmo assunto, duas semanas depois mais 8 ou os mesmos falando de outro. Já recebi “trocentos” e-mails de coleguinhas assessoras querendo trocar divulgação por meia dúzia de produtos. Tá rolando direto isso em vários lugares.
    Sinto muito se vocês se sentiram atingidas, em momento nenhum fiz referência específica a nenhum blog. Só manifestei meu incômodo com tanta coincidência de conteúdo nos blogs que mais leio. Ninguém falou, por exemplo, até agora nos blogs de mães sobre o caso Toddynho.
    Não é, de forma alguma, algo pessoal. Todas as vezes que discordei do Comer, vim aqui e falei. Sou leitora e gosto do conteúdo.
    beijo,

  16. Oi, Ana Beatriz.
    De fato, não podemos ser amadores para nada, inclusive como pais. E em nenhuma momento a Mônica diz que a propaganda não afeta a formação das crianças e jovens e nós, adultos. A propaganda indantil, direcionada ao público infantil, com o único intuito de vender, é um fenômeno nocivo mundial. Muitos países a proibiram. Aqui, ela só não foi proibida pq temos um Congresso fraco. O que a Mônica discutiu no post é a facilidade com que alguns pais se descem a ripa nos outros sem fazer a lição de casa. É isso. Falta informação aos pais em parte por não saber onde procurar, em parte por não entender o que se lê, em parte por preguiça e em parte por desprezo à informação. Não adianta falar em livro, técnicas de compras para uma população que não lê rótulos. O buraco é mais embaixo.
    Patricia

  17. Para quem pensa que a propaganda (de alimentos ou de fast foods) nao afeta a formacao das criancas e jovens, (e fortemente sao induzidos a acreditar que a educaçao dos pais é suficiente) …indico a leitura do livro Nascidos para Comprar (tem traduçao para o portugues) da americana Juliet Schor, socióloga e professora de Harvard que aborda de maneira clara a era do consumismo infantil e como as corporacoes ganham ( nas palavras dela) o coracao e a mente das crianças, num fenomeno denominado de comercializacao da infancia. Vale a pena ler e ver como facilmente identificamos a semelhanca das estrategias de marketing descritas com aquelas praticadas por empresas como Macdonald e Coca-cola. Nao dá para ser amador quando o assunto é publicidade.

  18. Patricia Cerqueira Mônica Brandão Turquetti já conversamos algumas vezes sobre isso né? Eu realmente acredito que a maior responsabilidade é dos pais. A criança é impactada pela propaganda sim, mas é mais compelida a consumir se o impacto é sem filtro, se os pais não acompanham a vida deles (na TV, por exemplo). Eu sempre vi TV com os meninos enquanto eles não tinham idade para julgar e, por exemplo, não estimulava produtos que envolviam royalties de marcas (tênis, mochilas, camisetas, coisas de personagens), o que os formou de um jeito diferente.
    Mas temos vários action figures do McDonald’s e brincamos com eles até hoje. Foram escolhas, compramos porque queríamos comer (eu gosto de Mc, Guilherme Nunes da Silva tb) e curtíamos os bonecos da vez. Simples assim.
    Mas nestes 11 anos e meio do Enzo raríssimas foram as vezes em que ultrapassamos um lanche de Mc por mês… o que, na verdade, dá uma conta boa.
    Creio que é uma questão de bom senso e de exemplo mesmo.

  19. Oi, gurias,
    Estão certíssimas, a responsabilidade é dos pais, sem dúvida. Mas esses pais deveriam estar claramente informados sobre a composição nutricional dos lanches, muita gente come achando que não faz tanto mal assim. E tem um detalhe que ninguém tá falando: a diminuição de sódio e gorduras nas diversas cadeias de fast food e industrializados está diretamente ligada a uma forte pressão da Anvisa e do Ministério da Saúde. Temos que dar esse mérito ao governo federal nos últimos 9 anos.
    O próprio “título” de amigo da criança, ganho há pouco pelo McDonalds tinha a ver com o comprometimento da rede em diminuir os teores. Então, não é pressão dos consumidores nem boa vontade da rede: é intervençao estatal. Pessoalmente acho pouco reduzir 10% do sódio do McLanche pq ele já continha cerca de 80% das necessidades de sódio de um adulto, ou seja, os pais deveriam estar cientes que ao oferecerecem um lanche feliz deveriam passar uns 3 dias sem oferecer nada com sal para equilibrar o excesso. 10% a menos disso é cerca de 70% do sal recomendado para um adulto com 70 quilos. Por mim, o McLanche teria as mesmas fotos e avisos das embalagens de cigarros. Outros alimentos, e bebidas para adultos também. Quem sabe o governo não consegue essa façanha, né?
    beijos,

    1. Suzy, obrigada pelo seu comentário. Li o seu post e gostaria de esclarecer alguns fatos:

      NÃO recebemos nada para fazer este post, o Mc Donald´s talvez nem saiba da existência dele.
      Aliás, não recebemos nada para escrever os posts e quando isso acontece, como no caso de publieditoriais com assuntos bem diferentes de alimentação, isso é claramente avisado no blog.
      NÃO estamos trocando nosso bom trabalho “por por ninharias, tais como meia dúzia de potinhos de papinhas, um lanchinho, uns chocolates ruins com brinquedo vagabundo dentro ou uns curativos acompanhados de boneco-bolha”.
      Nosso excelente conteúdo não está sendo trocado por publicidade barata.
      Participamos da promoção da Band Aid porque acreditamos na empresa, na qualidade do produto. E em nenhum momento mandamos as crianças se arriscarem no fogão.

      Acho que você deve ler os textos com mais atenção

      abs,
      Mônica

  20. Muito bom! Educar, educar… esse é o nosso papel enquanto pais. E o que eu mais vejo no dia a dia do consultório, no clube ou na escola, é transferir a responsabilidade das decisões para as crianças ou para terceiros como vc. colocou muito bem. Criar é bem diferente de educar que exige paciência, persistência e bom humor.

  21. Mô,
    Excelente post, como já disse. Como disse o Marcelo, educação se dá em casa. A propaganda para o público infantil é ruim, uma covardia, como disse a Lia, sim, sem dúvida e deve haver pressão governamental para a sua regulamentação. Mas nós, pais, temos o poder de decisão total sobre o destino da vida dos filhos pequenos. Você daria cerveja ao filho pequeno, se ele pedisse? Não, claro. Mas as propagandas de cervejas são cada vez mais divertidas, bem-humoradas e com menos mulher pelada. Não são direcionadas ao público infantil. Não, mas o Samuel tem 10 anos e quando assiste a uma delas, acha engraçado e assim vai associando a imagem de cerveja como um produto que é legal, que reúne os amigos e bla bla bla. Cabe a mim e ao maridón dizer claramente: NÃO VAI COMER. E, se as explicações que damos para a negativa não convencem, a gente não tem o menor problema em encerrar a conversar com o clássico: PORQUE EU NÃO QUERO! E, POR ENQUANTO, QUEM MANDA EM VOCÊ SOU EU.
    bjs
    Patricia

  22. Assino embaixo também! Fomos convidados a conhecer as modificações do cardápio do Mc no dia do lançamento. Sim, eu fui e sim, levei meus filhos. Costumo deixá-los comer fast food durante a semana? Não. Eles costumam comer fast food frequentemente? Também não. Mas deixo de vez em quando sim, eles têm uma alimentação saudável e balanceada durante a semana inteira, nem balas e doces eu deixo comer. Então não acho que mate dar uma liberadinha no fim de semana. Além disso, acho que é válido sim a diminuição de tudo o que eles diminuiram. E como disse no post: se sei que a comida que meus filhos estão comendo de vez em quando está um pouco mais saudável, fico sim mais feliz.

    Parabéns pelo post!

  23. Tenho certeza de que esse post terá mtos comentários!!!
    Eu concordo em parte com o q disse! Mtos pais culpam o Mc Donalds qndo eles próprios ensinaram seus filhos a comerem lá!
    Eu não sou contra comer às vezes em fastfood. Mas sou contra a incentivar a criança a comer e a gente a pagar caro por causa de um brinquedo bobo! Então não importa se é Mc Donalds, Bobs, Habibs.
    Meu filho tem 3 anos e não o levo. Qndo saímos comemos sanduíches, às vezes, mas preferimos lanchonetes mas saborosas (meu marido e eu achamos o sanduba do Mc Donalds horrível!).
    Meu moleque já entende e por influência de amigos já pediu! Conversamos com ele que o $ que gastaríamos por causa do brinquedo do Mc lanche daríamos pra ele juntar no cofre e comprar depois uma coisa legal! E assim ele aceitou numa boa! Semana passada quebramos o cofre e entre trocos, moedas e $ de lanches ele comprou um brinquedo da Imaginext de R$100 infinitamente mais legal!

  24. Meninas,
    Concordo que a responsabilidade pela educação alimentar dos nossos filhos (e toda a educação deles) é dos pais. No entanto, isso não isenta os empresários da responsabilidade social. Não concordo que eles apenas “estão fazendo a parte deles que é vender, fazer um bom marketing e propagandas sedutoras”. Existe uma ética que deve ser respeitada em tudo. É a mesma coisa que dizer que a Monsanto está apenas fazendo a parte dela que é vender veneno.
    Quando os apelos publicitários – principalmente aqueles direcionados às crianças – são muito agressivos, os pais acabam ficando em maus lençois e muitas vezes são obrigados a ceder. Acho que a publicidade pra crianças – seja de alimentos porcaritos ou brinquedos desnecessárias – é uma covardia, simplesmente uma covardia.
    Por isso acredito na intervenção estatal. Proibição de brindes associados a alimentos, controle da publicidade direcionada ao público infantil, obrigatoriedade de alertas em embalagens de alimentos com altos teores de sódio, açúcar, gorduras saturadas etc.
    Bjos!

  25. Ontem, dia das crianças, estávamos no shopping aguardando o filme começar. Dava tempo de almoçar rapidinho antes. Então, dia das crianças como era, sugeri o Mc. Qual não foi a minha surpresa quando o JP, 11 anos, olhou assim como uma cara de má vontade e sugeriu: “Não dá pra ser o Viena não?”. POOOOOONTO PARA O BRASIL!!!!! Aaaaaanos de educação alimentar estavam dando o seu resultado. Aproveitei que os irmãos menores não ouviram a minha sugestão (e também não pediram o Mc) e nos encaminhamos ao Viena.
    Também não sou shiita contra o Mc, de vez em quando comemos lá, mas concordo plenamente com você, não dá para terceirizar educação, mesmo a alimentar. Excelente post.

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