Comer para Crescer na cozinha com Nigella

Nigella Lawson entre nós

Um dos meus primeiros post aqui no Comer para Crescer foi sobre a Nigella Lawson, a cozinheira inglesa, apresentadora de programa de culinária (exibido no Brasil aos domingos no canal pago GNT) e escritora. Escrevi o quanto eu a admiro por parecer uma mulher real: que se impacienta com os filhos, que coloca o dedo nas panelas para experimentar o sabor dos preparos, que cozinha com avental simples e com os cabelos soltos, que tem unhas de cozinheira e sobrancelhas perfeitas!

Pois no início de maio o Comer para Crescer (eu e Mônica) foi convidado para um encontro de Lady Lawson, em carne e osso! (Nigella esteve no Brasil para o lançamento do seu livro Na Cozinha com Nigella – Receitas do Coração da Casa, da editora Best Seller). Fiquei encantada com a oportunidade de estar perto de uma pessoa que admiro. Enfim, foi o meu momento tiete.

Durante a conversa, Nigella respondeu uma pergunta de cada blogueiro de culinária (foi um encontro VIP, gente!).

Nós quisemos saber como ela lida com o vai-e-vem do paladar dos filhos (ela é mãe de dois adolescentes, um menino e uma menina).  A DIVA respondeu que os dois, até irem para a escola, comiam tudo. Começaram a recusar as comidas que ela fazia (óh, céus, crianças não sabem o que fazem!!!) quando entraram na escola. Diziam que não gostavam disso, que não queriam comer aquilo, principalmente, segundo ela, por conta do peer pressure. Em bom português: eles viraram “maria vai com as outras”. Foi um período chato, mas ela não se abalou com a fase dos filhos, “os cruéis críticos gastronômicos residentes” como ela mesma os define no livro. Continuou cozinhando com amor e prazer. Preparava o que achava que eles deveriam comer. Não era movida pelas vontades dos pequenos. A fase passou. Ela admite que hoje é um pouco mais relaxada sobre a questão de sal e açúcar na alimentação dos filhos, muito mais do que quando eles eram menores. É a favor de limitar as quantidades desses dois ingredientes para os pequenos, porém, sem neuras. Para alguém apaixonada pela cozinha, com uma ligação amorosa com ingredientes, Nigella deixa claro, no livro, que:

Meu desejo é que meus filhos aprendam a alegria da verdadeira comida, não se restrinjam demais pelo que não podem ou não devem comer, e cresçam entendendo que comer é algo para dar prazer, não para dar culpa.

Estamos com a DIVA!

Nigella falou muito sobre sua relação com a cozinha e a comida. AQUI e AQUI você lê mais sobre a conversa dela com os blogueiros brasileiros, que sugeriram que ela experimentasse coxinha.

 Lady Lawson levou super a sério a opinião de quem mexe com as panelas todos os dias e ama a alquimia que rola entre forno, fogão, pia e batedeira, e foi comer a iguaria. Adorou!. Tanto que, ao retornar para a Inglaterra, uma das primeiras receitas que aprendeu a fazer foi: COXINHA!

Tem como não amar essa mulher, gente!

Nigella aprendendo a fazer coxinha com uma amiga brasileiro

Farei um post só sobre o livro na nossa seção Biblioteca.

Aguardem.

 

Beijos,

Patrícia