Mesa, um lugar de negociações

O post de hoje não exatamente um post, mas um desabafo… Explico. Isabella, aos cinco anos, está em uma fase horrível para comer. Ela até degusta sem problemas os verdes que coloco na mesa, aceita que sobremesa é fruta e tudo mais. A questão é que não quer perder tempo comendo. Tudo na vida é mais interessante do que passar alguns minutos na frente de um prato.
No almoço parece que a cadeira tem formiga: é um levanta daqui porque “tenho de pegar uma coisa que esqueci no quarto” e um corre de lá para ver o que está acontecendo na janela. Não existe concentração. Já tentei de tudo (e quando falo tudo, é tudo mesmo): almoçar com ela, deixá-la sozinha com a Edna (minha super ajudante), comer com o pai, comer com todo mundo junto, comer vendo televisão (sim, eu tentei!), comer ouvindo música, comer ouvindo histórias, comer brincando, comer apenas comendo. Nada adianta. Não funciona nem quando faço o prato preferido que é macarrão.
Aí entram as negociações: come mais uma colherada e pronto. Se não comer o macarrão não vai na casa da amiga. Se metade do prato não desaparecer não tem televisão. Mas isso cansa tanto… E, vamos combinar, além de ser uma saída nada saudável para nós duas, tem sido inútil. Estou a procura de uma solução. Se encontrar, conto para vocês. Mas se alguém conhecer algum truque, agradeço!
um beijo da Mônica

11 Comments

  1. Cheguei ao seu post porque minha filhota não para sentadinha na mesa para comer ou fazer atividades e olha que ela já está com 5 aninhos… Tenho percebido que o problema não é dela, mas nosso (minha família), pois não temos essa hábito e nunca nos enxergamos depois que saimos da casa de nossos pais. Logo, das duas uma, ou tento me reeducar e junto com a família criar o hábito de sentar comer, conversar, dar risada e fazer um momento bom ou isso não vai mudar (não acho que há como impor )

  2. Olá!
    Nem preciso dizer que me identifiquei muito com o post. Muito bom!
    Queria compartilhar um "mistério" que me aflige – para não dizer que é tragicômico. Na escolinha do meu filho a alimentação é feita por uma empresa de nutrição, que além de elaborar o cardápio, prepara tudo fresquinho. Uma maravilha!
    Eis que um dia estou lá na hora do almoço das crianças, além de ver que todas as crianças estão sentadinhas, com a colherzinha na mão esperando (educadamente) a comidinha ser servida; o prato do dia era macarrão rigatone com brócoli, uma porção de carne moída e uma porção de saladinha de repolho roxo. Em casa, o mesmo prato teria provocado uma revolução sem fim… E lá elas simplesmente aceitavam, comiam (claro que nem todas comiam tudo, mas aceitavam pacificamente a existência de tais ingredientes dentro do prato sem dar chilique).
    Isso me fez pensar… o fator "mãe" contribui muito para estas chatices que enfrentamos. Mas não sei onde está meu erro.
    Alguma Super Nanny de plantão para me ajudar?
    Abraços,
    Gabi Nunes

  3. nossaaaaa..lendo esse post parece até um retrato daqui de casa..comer ele come..mas na mesa…ai ai ai..exatamente como vc falou,ele sente,levanta,corre.. ja tentamos d etd, e sim,apelamos tb p a tv..p os brinquedos,p td..e nada adianta..é tãao exaustivo isso..chega a ser frustrante até…;-(
    espero que seja uma fase,sei lá..e enquanto essa fase n passa, se vc descobrir a formula magica..por favor me passaaaaaa…

  4. Mô, relaxa…
    Tinha escrito um milhão de linhas quando me veio esta ideia, também já testada e aprovada com o Leo.
    Já tentou "esquecer" de dar o jantar? Não fazer sempre na mesma hora o jantar, por exemplo?
    Um dia, tente "esquecer" de oferecer o jantar. Cuida da Úrsula, converse com o Cássio, ouça uma música, tome um drink…Deixe a hora passar, uma duas… Lá pelas tantas a Isa (parece que vejo a carinha dela e com as mãos na cintura) chegará e dirá, mãe estou morta de fome, não vamos jantar? Você se esqueceu de me dar comida?
    Sua resposta terá que ser a da mãe mais tranquila, mais desencanada e com cara de paisagem, e se conseguir ainda com aquele sorrisinho maroto de canto: Ué! Porque eu vou te dar comida se vc não fica quieta para comer, pensei que não tinhas mais fome? Ou algo do gênero (tipo bum!!! Surpresa!!!)
    Já pensou na carinha dela? As vezes, as surpresas dão resultados melhores e maiores.
    Vamos pensar que somos muito previsíveis, eles com 5 anos nos conhecem como ninguém. É importante combinar antes com o pai, pois eles adoram estragar tudo bem na hora que nosso plano está quase se concretizando.
    Desculpem, escrevo muito (como falo também) mas adoro este blog e me sinto tão a vontade de escrever (a Mô e a Pa que o digam!!!!) que chego a me enrrolar e fazer dois comentários…

    +1bj

  5. Môniquinha,
    Ontem conversando com a vc na escola, vi seus olhos de espanto quando falei que deixei o Leo sem comida uns dias, isto mesmo, algumas vezes…
    Nessa "correria" que eles inventam na hora de comer, sempre ter algo para fazer: xixi, buscar uma coisa, pegar um brinquedo, juntar o chinelo… (vamos combinar que eles são bem criativos!!!) e não comem…
    Deixei que ele falasse que estava satisfeito (e não tinha comido quase nada!)… Eu disse que tudo bem… Ele me olhou espantado mas ficou feliz da vida, tipo ganhei mais esta! Depois me pediu sobremesa e aí a guerra começou. Falei que não, pois se não tinha mais espaço para comida, como caberia a sobremesa? Foram minutos de blá, blá, blá, eu de cá, ele de lá. Cansados cada um voltou ao que estava fazendo. Uma hora depois ele veio dizendo que "estava matado de fome". Não tive dúvidas, tirei o prato do forno e ofereci… A cara dele foi impagável… Não quis, esperneou e desistiu. Mais tarde, voltou com fome, ofereci novamente o tal prato que estava no forno… E vou falar que já estava com aquela cara de comida velha e seca… Com dó, mas mantive a altivez (rs).
    Saiu choroso e pediu suco, não dei, ofereci água… Nesta hora lembrei de minha avó… Criança não morre de fome, tem muita esperteza…
    Da hora do almoço (13h), até a hora da última reclamada (17h30) me mantive firme e combinei com o pai que não liberaríamos nem uma bala… Quer saber, daquele dia em diante o Leo sempre lembra que uma vez "minha mãe me deixou passar fome e nem meu pai me ajudou…". Já fizemos outras vezes a mesma coisa, ou falamos sobre o ocorrido, ele volta, senta e come com satisfação, tentando ficar quieto (não consegue muito!).
    Não acho que foi o melhor caminho, meu coração ficava apertado, mas ele pensa duas vezes antes de levantar e dizer que está satisfeito. Lógico que sempre há uma negociação! E quando se lembra que terá que enfrentar um prato de comida fria, em vez de um lanche gostoso no meio da tarde, almoça sem deixar sobrar… Eu acho (rs, rs, rs)

    1bj

  6. Olha, Mô, cada mãe resolve de um jeito. A minha Isa também começou com essa onda de sair da mesa. Daí, eu uso a autoridade. Falo firme, dizendo que não é pra sair e ponto final. E quando ela fica muito agitada, eu mando sair da mesa e não deixo acabar o almoço. É uma atitude radical, mas eu acho que a hora de comer é meio sagrada, um momento pra gente relaxar e curtir, e não pra se estressar. E, quando faço isso, ela fica se sentindo excluída e a 'formiga' da cadeira desaparece na hora…Acho que a criança precisa sacar que está incomodando, sabe!? bjo
    Paloma e Isa

  7. Bom Dia !
    A minha filha tem apenas 1 ano, mas a hora da comida já é um teste de sanidade…tem que cantar, dar brinquedos, contar estorinha e coisarada para limpar o prato.
    Paciência e Perseverança são nossas únicas ferramentas…
    Boa Sorte !

  8. Monica, é dificil… a minha filha além de nao gostar de carne, tem um cardapio seletissimo em casa. Durante a semana ela come na escola, entao ela acaba seguindo os amigos…
    Mas em casa, ela nao senta, nao fica parada, e só come na base da ameaça do cachorro vir pega-la… é super didatico, mas é o que funciona…se achar a formula do sucesso, me conta! beijos

  9. Mô,
    Eu me solidarizo profundamente com você. E também aguardo sugestões ou a ação da varinha de condão, pq agora só acredito no poder das fadas para fazer Miguel se concentrar no prato.
    beijos
    Patricia

  10. Poxa, Mô, que barra. Difícil, hem? Minha irmã é exatamente assim, cópia xerox. Ela tem 23 anos e 48kg distribuídos numa vara de 1m68.
    Comer é uma obrigação, e não um prazer. Ela só se empolga se a coisa for evento, ela adora comer fora. Por incrível que pareça, aqui na minha casa ela come o que tiver, tudo que ela não come na casa da minha mãe (tipo feijão). Não sei por quê. Infelizmente, tem coisa que mãe não consegue fazer.
    Espero que as coisas melhorem.
    Beijos!

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