Blogosfera Materna: Dicas para seu filho comer do Blog Da Ti

Sabe aquelas pessoas que são naturalmente gentis e delicadas, que dá vontade de ficar horas a fio conversando? Então, essa é a Tiffany Stica. Eu tive o prazer (e a sorte) de conhecê-la pessoalmente durante viagem ao Rio de Janeiro, onde ela mora. Ti é mãe dos fofos Caio e do Vicente e autora do ótimo Blog da Ti, um cantinho virtual com posts que nos fazem refletir e trocar ideias com a dona, que é super-atenciosa com os leitores. Vai lá.

Aqui, hoje, ela é outra mãe que compartilha seu aprendizado à mesa com os filhos. São dicas ótimas, pois a conversa sobre esse tema rendeu muita troca. Tiffany também fez uma revelação surpreendente: o filho Caio não gosta de batata frita, refrigerante nem catchup! Uau! Aproveitem a tricô.

1) Qual comida/alimento costuma ser mais gongada pelos seus filhos? O Vicente ama todas as comidinhas?

Tiffany: O Caio, hoje com 5 anos e meio, nunca gostou de folhas e tomate na versão salada. Não aceitava na creche e nunca comeu em casa, mesmo vendo o pai e eu comermos e nos deliciarmos. Ele brinca com a alface e o agrião, por exemplo, pega, cheira, manuseia, ajuda a lavar (o preparo é sempre convidativo), mas não prova por nada. Tomate cru então, diz que é gelado, molhado, com cara estranha. De maneira controversa, ele ama molho de tomate. Aceita bem os molhos (que preparo com tomate sem pele em pedaços) associados a massas e carnes.  Em relação às frutas, ele não prova as gosmentas (jabuticada, fruta do conde, lichia, mangostin) e recusa desde sempre o mamão. Reclama do cheiro.

Já o Vicente tem recusado frango nas papinhas e mamão na hora das frutas. Mas ele é bebê. Aos 8 meses ainda não podemos afirmar com ênfase se desgosta de algum alimento. Sigo a recomendação de oferecer repetidas vezes o mesmo alimento, a partir de modos de preparo diferenciados.

 

2) Como fazer uma criança comer aquilo que você sabe que ela não curte muito, mas que precisa comer?

Tiffany: Quando o Caio não quer comer algum alimento, o pai pressiona, corta e mistura os alimentos no prato para impedir que ele selecione o item desinteressante e deixe de comer. Isso às vezes funciona, mas já resultou em muita ânsia de vômito também (honestamente). A melhor técnica é explicar porque estamos oferecendo àquele alimento, o que tem de bom, como ele pode ajudar a barriguinha a funcionar melhor, como vai dar energia para brincar e o quanto aquilo é gostoso. O duro é que as vezes não é gostoso… Eu, por exemplo, amo berinjela, quiabo e jiló, coisas que nenhuma criança gosta, mas aí a criatividade rola solta. Para o pequeno comer quiabo, antes de refogar, eu corto uma rodela e mostro: “veja, filho, parece uma roda de carro”. E assim faço com o espinafre, “filho, a verdura que fez o Popeye ficar forte e ganhar tantos anos de reprise na televisão” e assim por diante. 

Com muita conversa, histórias inventadas e até histórias da nossa infância, ele se anima e aceita comer. O único alimento que é a exceção é o brócolis, sempre bem-vindo e nunca regateado.

Com o Vicente creio que faremos o mesmo. Para incentivar a aceitação das papinhas, faço mímicas e mil aviõezinhos. O irmão ajuda.

A única coisa que nunca fazemos é prometer coisas em troca de vê-lo comer. A gente libera da mesa para jogar ou assistir TV quando ele acaba a refeição antes de nós, mas dizer que ele ganhará um brinquedo ou qualquer coisa assim, não. Comida é sagrada e a hora da refeição deve ser respeitada. Já explicamos que há adultos e crianças passando fome no mundo, ali ao lado e, por isso, desprezar a comida não é legal, mas fazer dela uma ferramenta de chantagem também não.

 

3) Você já desistiu de oferecer algum alimento? Qual e por quê deixou ele pra lá?

 Tiffany:  Ah, já deixamos de oferecer, com certeza. Ao Caio, após tantas negativas sobre o mamão, nunca mais ofereci. Foi cansaço de mãe (será pecado?!). E também por muita rejeição, ele não toma suco de laranja. Aceita diversas frutas e seus sucos, mas a laranja não lhe apetece e aí nem adiantou falar da vitamina C e dos muitos “soldadinhos do bem” (meu argumento mais conhecido) porque ele descobriu que a tal vitamina está em muitos outros alimentos também.

Ao pequenino tem sido fácil. Tomando sucos e comendo papinhas há pouco mais de 2 meses apenas, já que o aleitamento materno foi exclusivo até 6 meses, ele aceita todas as novidades. Algumas come e bebe até o final, outras prova/beberica e deixa pra lá. Mas creio que estamos indo bem.

Ah, uma nota impactante no dia a dia alimentar do Caio: Ele nunca comeu batata frita! Verdade. Ele aceita batata como purê ou picada na sopa, no cozido, mas frita, nunca. Provou uma vez e não lhe interessou. Ele também nunca comeu condimentos de molho como maionese, mostarda ou catchup e tão pouco bebe refrigerante. Um guri com hábitos raros. Hehe. Papai se orgulha dele.

E tem sido assim. 

Espero que tenha contribuído legal pra essa nova fase do blog.
Um beijo,

Tiffany

2 Comments

  1. Muito bacana. Meu pequeno iniciou com as papinhas agora. Ficou até os 6 meses com LM. Por enquanto está tudo correndo muito bem. Está comendo de tudo. Não utilizo sal, nem açúcar. E se depender de mim, ele também ficará bem longe de refrigerantes, maionese, etc…

    Beijinhos

    #amigacomenta
    http://www.muadie.com

  2. Muito bacana essa entrevista com a Tiffany… adoro ela pelo Twitter também!
    Legal conhecer as artimanhas das outras mães, aqui em casa nunca fui muito fã de fazer aviõeszinhos e etc. Hora de comer é hora de comer e pronto. hehehe.. até que funcionou! Até porque não temos o costume de ficar besliscando durante o dia, acho que isso facilitou, e criei o pequeno sempre assim!

    Muitos beijos
    Karin

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